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Mostrando postagens com o rótulo Primeira Guerra Mundial

Tirolês: meu Tataravo Pietro Floriani não era Italiano!

Eu nunca escutei meu avô dizer que era italiano. E realmente, ele não era, nem meu tataravô Pietro Floriani havia sido italiano. Quando os Floriani, Rafaeli, Paternolli e Sandri emigraram para o Brasil em 1878, partiram da região conhecida como Sub-Tirol, pertencente a Áustria. A unificação italiana não havia incluído o Tirol meridional, os italianos desistiram de conquistar a região em 1866 depois que Giuseppe Garibaldi foi derrotado pelos sìzzeri na batalha de Bezzeca, e se tornou parte da Itália somente em 1918 após o final da Primeira Guerra Mundial . Por isto não se deve dizer que nossos antepassados eram italianos, nem que fizeram parte de uma imigração italiana, pois eram Tirolezes, Austríacos!  A cidade de Rovereto, de onde partiram  Floriani para o Sul do Brasil. Wälschtirol identifica o Tirol onde se fala italiano e ladino ( fonte ) Na parte ao norte do Tirol (Nordtirol) se falava principalmente alemão, e no Südtirol se falava oficialmente o itali...

Por que a Família Floriani emigrou da Itália para o Brasil?

A miséria e a fome são comumente apontadas como motivo para a imigração italiana no século XIX. Mas porque havia miséria em uma região tão próspera? Antes de abordar as razões específicas de cada núcleo familiar, é importante levantar o contexto da imigração dos nossos antepassados. No caso dos imigrantes italianos Floriani que vieram da região Trentina e do Vêneto, presume-se que a fome e a miséria foram causadas pela crise agrícola causada por pragas e doenças que dizimaram a produção de seda, uva e batata.  Contudo, o que pouca gente fala é que a crise social foi causada principalmente pela disputa territorial entre a Itália e a Áustria que permaneceram em guerra, principalmente entre 1849 e 1866. Cerca de 1870 a Itália havia conquistado a Lombardia e o Vêneto sob comando de Giuzeppe Garibaldi, que também tentou tomar o Tirol. Anos antes, Giuseppe havia participado da Guerra dos Farrapos que tentou desmembrar a região sul do Brasil, na Itália lutou pela unificação do reino ita...

Floriani mortos na Primeira Guerra Mundial

A Primeira Guerrra Mundial (1914-1919) fica ainda mais cruel e absurda quando se descobre o sofrimento dos Floriani na região de Villa Agnedo. Giuseppe Floriani, em pé, nesta recordação da Mobilização militar em 1914.  Quando estive na região da Valsugana passamos por muitos monumentos em memória dos soldados mortos durante a Primeira e Segunda Guerra Mundial.  Ao ver as fotos das cidades da

Destruição e Dor na Primeira Grande Guerra

Castello Tesino em agosto de 1915 (Arquivo de Ecomuseu Valsugana ) O dramático e doloroso conflito entre a Itália e o Império Austro-Húngaro no início do século XX marcou a história da fam í lia Floriani que permaneceu na Itália . A Primeira Guerra Mundial foi um conflito internacional sem precedentes, e afetou duramente os Floriani e familiares no fronte estabelecido na terra onde viviam.

Cemitério de Agnedo

O Cemitério de Villa Agnedo chama atenção pelo monumento aos caduti, mortos na Primeira e Segunda Grande Guerra. Na foto a seguir, se vê o monu mento com o Monte Lefre ao fundo. Cemitério é sinônimo de dor, de assombramento. E no Brasil, não deixa de ser um local de encontro de parentes, que só vemos no dia de feriado de Cinzas. Mas o mais comum é que se ache graça de quem vai à Itália e gasta um tempão em um cemitério. De fato, há um certo encantamento e encontrar numa terra distante alguns nomes familiares, nem que seja em uma lápide.  O Cemitério de Villa Agnedo fica na rua principal, à caminho de Strigno, então parece que é uma parada obrigatória para os visitantes brasileiros. Enquanto tirava muitas fotos e lia rapidamente cada uma das lápides, me dei conta que repetia o que tantos outros visitantes que me precederam fizeram. Enquanto pisava na pedra brita e ouvia Franca falar, estava meio absorto, naquele local estavam os mais sólidos sinais de que a fa...

Chiesa di Loreto, un Veccio Cimitero, Strigno

O que dizer quando se encontra o nome de Floriani, e outros tantos conhecidos, em um monumento no centro do cemitério? Um marco em memória aos mortos na Segunda Grande Guerra, dos quais novamente muitas famílias da região perderam entes queridos. La Chiesa di Loreto, foi construída a partir de 1632, fica no meio do velho cemitério localizado na Via Del Pretorio , na parede externa várias lápides de sacerdotes de Strigno. Como Mons. Pasquale Bortolini (1872 - 1963). No altar, a Madonna di Loreto, entalhada em madeira, reservei uma página apenas para contar algo sobre esta, que também é chamada de Madonna Nera , por sua importância na história dos Floriani em Santa Catarina/Brasil.  Detalhes das obras de arte, cultura e história da C hiesetta di Loreto está disponível no trabalho: Remo Pioner, Nereo Tomaselli (a cura di), " La chiesetta di Loreto a Strigno ", ed. Parrocchia di Strigno (TN), Strigno 1990.   Há o registro de muitos nomes conhec...