1 de abril de 2013

Uma volta com Franca Floriani

04 de abril de 2012, Albergo Nazionale, Strigno
Pela manhã fazia um frio gostoso e o sol estava bastante preguiçoso, ou então as nuvens que cobriam o vale da Valsugana que estavam com muito mais disposição. Tomamos um ótimo café da manhã e quando saímos do hotel encontramos a Dona Gina, nos perguntou se já havíamos conversado com algum Floriani. Passou o número de Franca Florani, irmã de Armando, mas não me deixou telefonar do celular, ufa! 

Dona Gina entrou rapidamente no hotel e quando retorno apenas avisou que havia que não seria possível falar com Armando Floriani. A esposa de Armando esta com câncer, e ele acompanhava ela no tratamento realizado na cidade de Trento. É certo que devia haver outros Floriani na região, mas como Armando tinha sido indicado como a grande referência para tratar da família ficamos assustados com a notícia. 

Eu tinha telefonado para o Armando uns 20 dias antes de partirmos do Brasil, e embora não tivesse conversado muito bem, ele havia garantido que estaria em Agnedo naquela semana. Será que entendi errado? Não era fácil falar por telefone com Armando, Jordina já havia avisado que ele falava muito rápido. Além disso, se minha compreensão em italiano não era lá aquelas coisas, imagina falar com o um italiano que fala como se fosse um Argentino? Gina deve ter percebido a nossa cara, mas para nosso alívio, ela falou com Franca Floriani, irmã de Armando, que iria nos pegar no Hotel uns 20 minutos mais tarde. 

Conversamos com aquela senhora simpática, realmente adorável, ficamos em pé na frente do hotel, em plena rua, e falamos sobre a história da família Floriani no Brasil, e quando vimos apareceu uma Mercedes, saiu uma senhora alta, de passo rápido e muito animada e sorridente, era Franca. Sem muita conversa entramos no carro e partimos para dar uma volta pela cidade. O sol que tinha se animado um pouco fugiu de vez e a qualquer hora poderia chover.



Saímos de Strigno e paramos no Cemitério de Agnedo. Eram muitos nomes conhecidos naquelas lápides Floriani, Rafaeli e Paternoli. 




Franca estava com pressa, era quase meio-dia e ela queria nos mostrar muito mais antes de irmos para o almoço. No centro de Agnedo, passamos em frente a modernosa sede da prefeitura de Villa Agnedo. Com disse Franca, o povo não ajudava muito a prefeitura, gostavam de reclamar, mas também, alguém que fica tanto tempo como Síndaco (prefeito) precisa gostar de fazer as coisas meio sozinho.  

Encontramos com o Vice Sindaco (vice prefeito), Sr. Renso Sandri. Pessoa boníssima, recebemos em mãos, quase num ritual, um livro sobre a história de Villa Agnedo, com enorme satisfação. 


Saímos da prefeitura rapidamente, e nem sabíamos, mas Franca tinha pressa para preparar o almoço, então andamos de carro tão rápido quanto precisaríamos caso ficássemos apenas um dia na região.  
Descemos a rua da prefeitura, a via Dei Molini, passamos em frente ao Gruppi Alpini di Villa Agnedo e logo depois já estávamos na igreja de Villa Agnedo, pegamos uma rua à esquerda, mais estreita e tortuosa, que subia em direção ao Monte Lefre, e que você pode ver nessa foto a seguir.



Começou a chover fino, na época era para ter neve, e o frio se apresentava. O vidro embaçava, a chuva e o asfalto silencioso, parecia cada vez mais liso. Dava a impressão que a qualquer momento entraríamos com velocidade dentro da cozinha de uma casa daquelas. No caminho, Franca nos falava de tudo um pouco, sobre a região, história, a família, parecia adivinhar que estávamos com muitas dúvidas, uma curiosidade alimentada por anos à espera da oportunidade de viajar à Itália, aguçada nas conversas com parentes. gostaríamos de escutar, parecia saber o que gostaríamos de conhecer.

Ao chegar na parte mais alta encontramos a pequena vila de Ivano Fracena, onde fica o Castelo de Ivano.  Ao passamos em torno da fortificação, não dava para ver muito por conta da chuva e pouco sol. De fato, naquela parte da Itália quase todo picolo paese possui um castelo. Mas aquele de muitas formas tinha feito parte da história de nosso povo no passado.

Enfim, era muita coisa para conhecer, e a viagem com Franca Floriani valia cada minuto. 




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