15 de setembro de 2013

Fiera di Primiero e Transacqua

Ao avistar um maciço rochoso não restava dúvidas, eram os Dolomites, havíamos chegado em Primieiro. Era 02 de abril de 2012, e ainda não sabíamos o que tínhamos para conhecer, mas muita coisa legal devia ser.

Da pequena rodoviária seguimos a pé em companhia de uma senhora muitíssimo simpática, que conhecia o Brasil e falava ou um pouco de português, ou falava Italiano calmamente de forma que conseguíssemos entender, além de uma ótima conversa, recebemos a indicação do caminho para encontrar o hotel.


Atravessamos uma ponte de madeira daquelas que em Santa Catarina só restam história. Do outro lado do Rio passamos por algum comércio fechado, pouca gente na rua, a sensação de que era domingo. Chegamos o Hotel e os atendentes não compreendiam português, não faziam questão de falar em Italiano, muito mesmos em tentar compreender o pouco do nosso italiano.


Descobrimos que éramos os únicos hóspedes. O inverno foi embora mais cedo e junto com ele a neve, sumiram os turistas e se abateu nas cidades turisticas uma séria redução da atividade econômica.





Esse é o rio Torrente Canali, cujo nome achei coincidentemente apropriado dado que é todo canalizado na região do centro urbano (todas as cidades que passamos tinham os rios canalizados, e fiquei satisfeito em saber que Armando Floriani também desaprovava a modificação que acabava com o rio).
 

Á esquerda é Fiera di Primiero. À direita do Canali fica Transacqua, cidade formada recentemente graças ao turismo. Ao fundo, o imponente maciço rochoso dos Dolomites.

Rua central de Fiera di Primiero.




Uma pessoa que não se pode deixar de conhecer em Fiera di Primiero é Elio Gubert, dono da loja de equipamentos esportivos Gubert Sport (Gubert Sport -Via Guadagnini 20. Fiera di Primiero, Italia). Acho que o nome do proprietário era Elio, figura, quando soube que eu era Engenheiro Florestal e trabalhava no Ministério de Minas e Energia ficou entusiasmado em mostrar o sistema de aquecimento, explicou que havia uma usina termoelétrica, que alem de eletricidade, gerava calor para toda a cidade. Faltou a foto!

De fato, a termoelétrica distribuía vapor e água quente para toda as residências, e melhor ainda, movida à biomassa, principalmente madeira. Os resíduos da indústria florestal e lenha iluminavam e aquecia toda a cidade. O povo é prático, me arrancou da loja e fomos para a sede do L’Azienda Consorziale Servizi Municipalizzati S.p.A.- ACSM.


 Veja também:
  • Passeggiando per Moena, Trentino-Alto Adige/Südtirol, Itália
  • Um Giro turístico nos Dolomites

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