10 de janeiro de 2014

E ele Partiu, Crônica de José Valdir Floriani

'E ele Partiu' é um belo texto atribuído a José Valdir Floriani, que teria sido escrito em Rio do Sul/SC, em 1964, saboreio a passagem como em "voos rasteiros de colibri, que pousando aqui e ali, vai beijando as flores de todos os assuntos humanos, envolto nas asas do vento, batendo suas asas pelo emaranhado da vida":


E ele Partiu

"Donato partiu. A crônica saborosa brindada como sobremesa após um bom almoço, ora desopilava o fígado, ora nos arrancava lágrimas, ora nos fazia meditar na mesquinhez ou grandeza humana, ora nos divertia, ora nos fazia chorar…

Mas as coisas são assim. Um parte… deixa sempre um vazio que procuramos preencher de qualquer maneira, principalmente quando um amigo nos abandona. E, Donato Ramos, resolveu também partir. - Felicidade, Donato… Volte, viu?

O Donato é um tipo de personalidade que parece indefinida e, no entanto, após um breve contato toma contornos, e define-se como se debrua claramente o monte aos beijos de sol primaveril.

De noite, nada aparecia naquele horizonte tão verde tão colorido… rodeado pela abóbada azul, timbrado de vermelho, com laivos de chocolate, com árvores a farfalhar, com vida que se renova e que aos poucos se vai distanciando, se distendendo diante de nossos olhos famélicos, insaciáveis na apreciação do belo. Assim é rica a sua personalidade. Cheia de nuances de sombras e luzes. É um estudo perfeito de luzes e sombras. E então nos aproximamos atraídos por esta personalidade, como borboletas que revolteiam pelo ar, atraídas pela cor rubra da rosa.

E descobrimos o idealismo!

Sim, porque o Donato é um idealista incorrigível! Embora nos jure que jamais fará algo por idealismo, saberemos logo após, estar maquinando alguma coisa por puro ideal. Os idealistas são sempre assim. Cheios de altos e baixos. Cheios daquela poesia que se encontra até na feiura linda de um sapo.

São os tais que olhando uma roseira, ficam extasiados vendo como os espinhos conseguem produzir rosas, ou que diante do cálice quase vazio, o contemplam como se cheio ainda estivesse…

O idealismo é raro. É justamente por isso que ficamos apreciando a grandeza de espírito, esse desprendimento de alma. Grandeza tão grande quanto rara.

E lá vem ele aproveitando as mínimas coisas, tão banais desta vida, para nos dizer coisas deliciosas que nunca jamais pensáramos, numa crônica feita em alguns minutos, sem retoques, escrita ao sabor do tempo disponível e da inspiração.

E assim ele vai desfiando misérias e riquezas humanas; de repente, ele mesmo se sobressalta com os problemas atuais do Brasil. E lá vêm outras crônicas mais humanas. E assim nas crônicas, na vida profissional, vai desfiando as contas das facetas de sua personalidade, como as contas do rosário que aquela velhinha de brancos cabelos, vai desfiando por entre os nodosos dedos.

Personalidade rica; personalidade humana; tão humana personalidade que tem verdadeiro pavor de ver espezinhados seus direitos adquiridos; diríamos, é orgulhoso e no entanto no fim de tudo, é fulano inteligente que compreende que idealismo não se coaduna com idiotice. Não é dessas inteligências de levantarem voo de águia e se alcandorar pelas alturas, mas voos rasteiros de colibri, que pousando aqui e ali, vai beijando as flores de todos os assuntos humanos, envolto nas asas do vento, batendo suas asas pelo emaranhado da vida, e aos poucos vislumbrando no fundo de cada homem, algo de bom, algo de aproveitável, dirigindo um olhar de bondade mesmo para o culpado. Assim, é o Donato: idealista e humano; nunca porém desligado da realidade pois ele é muito vivo para cometer tal tolice.

Felicidade, Donato.

E vê se volta!"


Encontrei por acaso, em Caros Ouvintes

Donato partiu. A crônica saborosa brindada como sobremesa após um bom almoço, ora desopilava o fígado, ora nos arrancava lágrimas, ora nos fazia meditar na mesquinhez ou grandeza humana, ora nos divertia, ora nos fazia chorar…
Mas as coisas são assim. Um parte… deixa sempre um vazio que procuramos preencher de qualquer maneira, principalmente quando um amigo nos abandona. E, Donato Ramos, resolveu também partir. - Felicidade, Donato… Volte, viu?
O Donato é um tipo de personalidade que parece indefinida e, no entanto, após um breve contato toma contornos, e define-se como se debrua claramente o monte aos beijos de sol primaveril.
De noite, nada aparecia naquele horizonte tão verde tão colorido… rodeado pela abóbada azul, timbrado de vermelho, com laivos de chocolate, com árvores a farfalhar, com vida que se renova e que aos poucos se vai distanciando, se distendendo diante de nossos olhos famélicos, insaciáveis na apreciação do belo. Assim é rica a sua personalidade. Cheia de nuances de sombras e luzes. É um estudo perfeito de luzes e sombras. E então nos aproximamos atraídos por esta personalidade, como borboletas que revolteiam pelo ar, atraídas pela cor rubra da rosa.
E descobrimos o idealismo!
- See more at: http://www.carosouvintes.org.br/blog/e-ele-partiu/#more-43875
Donato partiu. A crônica saborosa brindada como sobremesa após um bom almoço, ora desopilava o fígado, ora nos arrancava lágrimas, ora nos fazia meditar na mesquinhez ou grandeza humana, ora nos divertia, ora nos fazia chorar…
Mas as coisas são assim. Um parte… deixa sempre um vazio que procuramos preencher de qualquer maneira, principalmente quando um amigo nos abandona. E, Donato Ramos, resolveu também partir. - Felicidade, Donato… Volte, viu?
O Donato é um tipo de personalidade que parece indefinida e, no entanto, após um breve contato toma contornos, e define-se como se debrua claramente o monte aos beijos de sol primaveril.
De noite, nada aparecia naquele horizonte tão verde tão colorido… rodeado pela abóbada azul, timbrado de vermelho, com laivos de chocolate, com árvores a farfalhar, com vida que se renova e que aos poucos se vai distanciando, se distendendo diante de nossos olhos famélicos, insaciáveis na apreciação do belo. Assim é rica a sua personalidade. Cheia de nuances de sombras e luzes. É um estudo perfeito de luzes e sombras. E então nos aproximamos atraídos por esta personalidade, como borboletas que revolteiam pelo ar, atraídas pela cor rubra da rosa.
E descobrimos o idealismo!
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Donato partiu. A crônica saborosa brindada como sobremesa após um bom almoço, ora desopilava o fígado, ora nos arrancava lágrimas, ora nos fazia meditar na mesquinhez ou grandeza humana, ora nos divertia, ora nos fazia chorar…
Mas as coisas são assim. Um parte… deixa sempre um vazio que procuramos preencher de qualquer maneira, principalmente quando um amigo nos abandona. E, Donato Ramos, resolveu também partir. - Felicidade, Donato… Volte, viu?
O Donato é um tipo de personalidade que parece indefinida e, no entanto, após um breve contato toma contornos, e define-se como se debrua claramente o monte aos beijos de sol primaveril.
De noite, nada aparecia naquele horizonte tão verde tão colorido… rodeado pela abóbada azul, timbrado de vermelho, com laivos de chocolate, com árvores a farfalhar, com vida que se renova e que aos poucos se vai distanciando, se distendendo diante de nossos olhos famélicos, insaciáveis na apreciação do belo. Assim é rica a sua personalidade. Cheia de nuances de sombras e luzes. É um estudo perfeito de luzes e sombras. E então nos aproximamos atraídos por esta personalidade, como borboletas que revolteiam pelo ar, atraídas pela cor rubra da rosa.
E descobrimos o idealismo!
Sim, porque o Donato é um idealista incorrigível! Embora nos jure que jamais fará algo por idealismo, saberemos logo após, estar maquinando alguma coisa por puro ideal. Os idealistas são sempre assim. Cheios de altos e baixos. Cheios daquela poesia que se encontra até na feiura linda de um sapo.
São os tais que olhando uma roseira, ficam extasiados vendo como os espinhos conseguem produzir rosas, ou que diante do cálice quase vazio, o contemplam como se cheio ainda estivesse…
O idealismo é raro. É justamente por isso que ficamos apreciando a grandeza de espírito, esse desprendimento de alma. Grandeza tão grande quanto rara.
E lá vem ele aproveitando as mínimas coisas, tão banais desta vida, para nos dizer coisas deliciosas que nunca jamais pensáramos, numa crônica feita em alguns minutos, sem retoques, escrita ao sabor do tempo disponível e da inspiração.
E assim ele vai desfiando misérias e riquezas humanas; de repente, ele mesmo se sobressalta com os problemas atuais do Brasil. E lá vêm outras crônicas mais humanas. E assim nas crônicas, na vida profissional, vai desfiando as contas das facetas de sua personalidade, como as contas do rosário que aquela velhinha de brancos cabelos, vai desfiando por entre os nodosos dedos.
Personalidade rica; personalidade humana; tão humana personalidade que tem verdadeiro pavor de ver espezinhados seus direitos adquiridos; diríamos, é orgulhoso e no entanto no fim de tudo, é fulano inteligente que compreende que idealismo não se coaduna com idiotice. Não é dessas inteligências de levantarem voo de águia e se alcandorar pelas alturas, mas voos rasteiros de colibri, que pousando aqui e ali, vai beijando as flores de todos os assuntos humanos, envolto nas asas do vento, batendo suas asas pelo emaranhado da vida, e aos poucos vislumbrando no fundo de cada  homem, algo de bom, algo de aproveitável, dirigindo um olhar de bondade mesmo para o culpado. Assim, é o Donato: idealista e humano; nunca porém desligado da realidade pois ele é muito vivo para cometer tal tolice.
Felicidade, Donato.
E vê se volta!
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Donato partiu. A crônica saborosa brindada como sobremesa após um bom almoço, ora desopilava o fígado, ora nos arrancava lágrimas, ora nos fazia meditar na mesquinhez ou grandeza humana, ora nos divertia, ora nos fazia chorar…
Mas as coisas são assim. Um parte… deixa sempre um vazio que procuramos preencher de qualquer maneira, principalmente quando um amigo nos abandona. E, Donato Ramos, resolveu também partir. - Felicidade, Donato… Volte, viu?
O Donato é um tipo de personalidade que parece indefinida e, no entanto, após um breve contato toma contornos, e define-se como se debrua claramente o monte aos beijos de sol primaveril.
De noite, nada aparecia naquele horizonte tão verde tão colorido… rodeado pela abóbada azul, timbrado de vermelho, com laivos de chocolate, com árvores a farfalhar, com vida que se renova e que aos poucos se vai distanciando, se distendendo diante de nossos olhos famélicos, insaciáveis na apreciação do belo. Assim é rica a sua personalidade. Cheia de nuances de sombras e luzes. É um estudo perfeito de luzes e sombras. E então nos aproximamos atraídos por esta personalidade, como borboletas que revolteiam pelo ar, atraídas pela cor rubra da rosa.
E descobrimos o idealismo!
Sim, porque o Donato é um idealista incorrigível! Embora nos jure que jamais fará algo por idealismo, saberemos logo após, estar maquinando alguma coisa por puro ideal. Os idealistas são sempre assim. Cheios de altos e baixos. Cheios daquela poesia que se encontra até na feiura linda de um sapo.
São os tais que olhando uma roseira, ficam extasiados vendo como os espinhos conseguem produzir rosas, ou que diante do cálice quase vazio, o contemplam como se cheio ainda estivesse…
O idealismo é raro. É justamente por isso que ficamos apreciando a grandeza de espírito, esse desprendimento de alma. Grandeza tão grande quanto rara.
E lá vem ele aproveitando as mínimas coisas, tão banais desta vida, para nos dizer coisas deliciosas que nunca jamais pensáramos, numa crônica feita em alguns minutos, sem retoques, escrita ao sabor do tempo disponível e da inspiração.
E assim ele vai desfiando misérias e riquezas humanas; de repente, ele mesmo se sobressalta com os problemas atuais do Brasil. E lá vêm outras crônicas mais humanas. E assim nas crônicas, na vida profissional, vai desfiando as contas das facetas de sua personalidade, como as contas do rosário que aquela velhinha de brancos cabelos, vai desfiando por entre os nodosos dedos.
Personalidade rica; personalidade humana; tão humana personalidade que tem verdadeiro pavor de ver espezinhados seus direitos adquiridos; diríamos, é orgulhoso e no entanto no fim de tudo, é fulano inteligente que compreende que idealismo não se coaduna com idiotice. Não é dessas inteligências de levantarem voo de águia e se alcandorar pelas alturas, mas voos rasteiros de colibri, que pousando aqui e ali, vai beijando as flores de todos os assuntos humanos, envolto nas asas do vento, batendo suas asas pelo emaranhado da vida, e aos poucos vislumbrando no fundo de cada  homem, algo de bom, algo de aproveitável, dirigindo um olhar de bondade mesmo para o culpado. Assim, é o Donato: idealista e humano; nunca porém desligado da realidade pois ele é muito vivo para cometer tal tolice.
Felicidade, Donato.
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Donato partiu. A crônica saborosa brindada como sobremesa após um bom almoço, ora desopilava o fígado, ora nos arrancava lágrimas, ora nos fazia meditar na mesquinhez ou grandeza humana, ora nos divertia, ora nos fazia chorar…
Mas as coisas são assim. Um parte… deixa sempre um vazio que procuramos preencher de qualquer maneira, principalmente quando um amigo nos abandona. E, Donato Ramos, resolveu também partir. - Felicidade, Donato… Volte, viu?
O Donato é um tipo de personalidade que parece indefinida e, no entanto, após um breve contato toma contornos, e define-se como se debrua claramente o monte aos beijos de sol primaveril.
De noite, nada aparecia naquele horizonte tão verde tão colorido… rodeado pela abóbada azul, timbrado de vermelho, com laivos de chocolate, com árvores a farfalhar, com vida que se renova e que aos poucos se vai distanciando, se distendendo diante de nossos olhos famélicos, insaciáveis na apreciação do belo. Assim é rica a sua personalidade. Cheia de nuances de sombras e luzes. É um estudo perfeito de luzes e sombras. E então nos aproximamos atraídos por esta personalidade, como borboletas que revolteiam pelo ar, atraídas pela cor rubra da rosa.
E descobrimos o idealismo!
Sim, porque o Donato é um idealista incorrigível! Embora nos jure que jamais fará algo por idealismo, saberemos logo após, estar maquinando alguma coisa por puro ideal. Os idealistas são sempre assim. Cheios de altos e baixos. Cheios daquela poesia que se encontra até na feiura linda de um sapo.
São os tais que olhando uma roseira, ficam extasiados vendo como os espinhos conseguem produzir rosas, ou que diante do cálice quase vazio, o contemplam como se cheio ainda estivesse…
O idealismo é raro. É justamente por isso que ficamos apreciando a grandeza de espírito, esse desprendimento de alma. Grandeza tão grande quanto rara.
E lá vem ele aproveitando as mínimas coisas, tão banais desta vida, para nos dizer coisas deliciosas que nunca jamais pensáramos, numa crônica feita em alguns minutos, sem retoques, escrita ao sabor do tempo disponível e da inspiração.
E assim ele vai desfiando misérias e riquezas humanas; de repente, ele mesmo se sobressalta com os problemas atuais do Brasil. E lá vêm outras crônicas mais humanas. E assim nas crônicas, na vida profissional, vai desfiando as contas das facetas de sua personalidade, como as contas do rosário que aquela velhinha de brancos cabelos, vai desfiando por entre os nodosos dedos.
Personalidade rica; personalidade humana; tão humana personalidade que tem verdadeiro pavor de ver espezinhados seus direitos adquiridos; diríamos, é orgulhoso e no entanto no fim de tudo, é fulano inteligente que compreende que idealismo não se coaduna com idiotice. Não é dessas inteligências de levantarem voo de águia e se alcandorar pelas alturas, mas voos rasteiros de colibri, que pousando aqui e ali, vai beijando as flores de todos os assuntos humanos, envolto nas asas do vento, batendo suas asas pelo emaranhado da vida, e aos poucos vislumbrando no fundo de cada  homem, algo de bom, algo de aproveitável, dirigindo um olhar de bondade mesmo para o culpado. Assim, é o Donato: idealista e humano; nunca porém desligado da realidade pois ele é muito vivo para cometer tal tolice.
Felicidade, Donato.
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selo-cronica-sem-vergonhaDonato partiu. A crônica saborosa brindada como sobremesa após um bom almoço, ora desopilava o fígado, ora nos arrancava lágrimas, ora nos fazia meditar na mesquinhez ou grandeza humana, ora nos divertia, ora nos fazia chorar…
Mas as coisas são assim. Um parte… deixa sempre um vazio que procuramos preencher de qualquer maneira, principalmente quando um amigo nos abandona. E, Donato Ramos, resolveu também partir. - Felicidade, Donato… Volte, viu?
O Donato é um tipo de personalidade que parece indefinida e, no entanto, após um breve contato toma contornos, e define-se como se debrua claramente o monte aos beijos de sol primaveril.
De noite, nada aparecia naquele horizonte tão verde tão colorido… rodeado pela abóbada azul, timbrado de vermelho, com laivos de chocolate, com árvores a farfalhar, com vida que se renova e que aos poucos se vai distanciando, se distendendo diante de nossos olhos famélicos, insaciáveis na apreciação do belo. Assim é rica a sua personalidade. Cheia de nuances de sombras e luzes. É um estudo perfeito de luzes e sombras. E então nos aproximamos atraídos por esta personalidade, como borboletas que revolteiam pelo ar, atraídas pela cor rubra da rosa.
E descobrimos o idealismo!
Sim, porque o Donato é um idealista incorrigível! Embora nos jure que jamais fará algo por idealismo, saberemos logo após, estar maquinando alguma coisa por puro ideal. Os idealistas são sempre assim. Cheios de altos e baixos. Cheios daquela poesia que se encontra até na feiura linda de um sapo.
São os tais que olhando uma roseira, ficam extasiados vendo como os espinhos conseguem produzir rosas, ou que diante do cálice quase vazio, o contemplam como se cheio ainda estivesse…
O idealismo é raro. É justamente por isso que ficamos apreciando a grandeza de espírito, esse desprendimento de alma. Grandeza tão grande quanto rara.
E lá vem ele aproveitando as mínimas coisas, tão banais desta vida, para nos dizer coisas deliciosas que nunca jamais pensáramos, numa crônica feita em alguns minutos, sem retoques, escrita ao sabor do tempo disponível e da inspiração.
E assim ele vai desfiando misérias e riquezas humanas; de repente, ele mesmo se sobressalta com os problemas atuais do Brasil. E lá vêm outras crônicas mais humanas. E assim nas crônicas, na vida profissional, vai desfiando as contas das facetas de sua personalidade, como as contas do rosário que aquela velhinha de brancos cabelos, vai desfiando por entre os nodosos dedos.
Personalidade rica; personalidade humana; tão humana personalidade que tem verdadeiro pavor de ver espezinhados seus direitos adquiridos; diríamos, é orgulhoso e no entanto no fim de tudo, é fulano inteligente que compreende que idealismo não se coaduna com idiotice. Não é dessas inteligências de levantarem voo de águia e se alcandorar pelas alturas, mas voos rasteiros de colibri, que pousando aqui e ali, vai beijando as flores de todos os assuntos humanos, envolto nas asas do vento, batendo suas asas pelo emaranhado da vida, e aos poucos vislumbrando no fundo de cada  homem, algo de bom, algo de aproveitável, dirigindo um olhar de bondade mesmo para o culpado. Assim, é o Donato: idealista e humano; nunca porém desligado da realidade pois ele é muito vivo para cometer tal tolice.
Felicidade, Donato.
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Mas as coisas são assim. Um parte… deixa sempre um vazio que procuramos preencher de qualquer maneira, principalmente quando um amigo nos abandona. E, Donato Ramos, resolveu também partir. - Felicidade, Donato… Volte, viu?
O Donato é um tipo de personalidade que parece indefinida e, no entanto, após um breve contato toma contornos, e define-se como se debrua claramente o monte aos beijos de sol primaveril.
De noite, nada aparecia naquele horizonte tão verde tão colorido… rodeado pela abóbada azul, timbrado de vermelho, com laivos de chocolate, com árvores a farfalhar, com vida que se renova e que aos poucos se vai distanciando, se distendendo diante de nossos olhos famélicos, insaciáveis na apreciação do belo. Assim é rica a sua personalidade. Cheia de nuances de sombras e luzes. É um estudo perfeito de luzes e sombras. E então nos aproximamos atraídos por esta personalidade, como borboletas que revolteiam pelo ar, atraídas pela cor rubra da rosa.
E descobrimos o idealismo!
Sim, porque o Donato é um idealista incorrigível! Embora nos jure que jamais fará algo por idealismo, saberemos logo após, estar maquinando alguma coisa por puro ideal. Os idealistas são sempre assim. Cheios de altos e baixos. Cheios daquela poesia que se encontra até na feiura linda de um sapo.
São os tais que olhando uma roseira, ficam extasiados vendo como os espinhos conseguem produzir rosas, ou que diante do cálice quase vazio, o contemplam como se cheio ainda estivesse…
O idealismo é raro. É justamente por isso que ficamos apreciando a grandeza de espírito, esse desprendimento de alma. Grandeza tão grande quanto rara.
E lá vem ele aproveitando as mínimas coisas, tão banais desta vida, para nos dizer coisas deliciosas que nunca jamais pensáramos, numa crônica feita em alguns minutos, sem retoques, escrita ao sabor do tempo disponível e da inspiração.
E assim ele vai desfiando misérias e riquezas humanas; de repente, ele mesmo se sobressalta com os problemas atuais do Brasil. E lá vêm outras crônicas mais humanas. E assim nas crônicas, na vida profissional, vai desfiando as contas das facetas de sua personalidade, como as contas do rosário que aquela velhinha de brancos cabelos, vai desfiando por entre os nodosos dedos.
Personalidade rica; personalidade humana; tão humana personalidade que tem verdadeiro pavor de ver espezinhados seus direitos adquiridos; diríamos, é orgulhoso e no entanto no fim de tudo, é fulano inteligente que compreende que idealismo não se coaduna com idiotice. Não é dessas inteligências de levantarem voo de águia e se alcandorar pelas alturas, mas voos rasteiros de colibri, que pousando aqui e ali, vai beijando as flores de todos os assuntos humanos, envolto nas asas do vento, batendo suas asas pelo emaranhado da vida, e aos poucos vislumbrando no fundo de cada  homem, algo de bom, algo de aproveitável, dirigindo um olhar de bondade mesmo para o culpado. Assim, é o Donato: idealista e humano; nunca porém desligado da realidade pois ele é muito vivo para cometer tal tolice.
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Mas as coisas são assim. Um parte… deixa sempre um vazio que procuramos preencher de qualquer maneira, principalmente quando um amigo nos abandona. E, Donato Ramos, resolveu também partir. - Felicidade, Donato… Volte, viu?
O Donato é um tipo de personalidade que parece indefinida e, no entanto, após um breve contato toma contornos, e define-se como se debrua claramente o monte aos beijos de sol primaveril.
De noite, nada aparecia naquele horizonte tão verde tão colorido… rodeado pela abóbada azul, timbrado de vermelho, com laivos de chocolate, com árvores a farfalhar, com vida que se renova e que aos poucos se vai distanciando, se distendendo diante de nossos olhos famélicos, insaciáveis na apreciação do belo. Assim é rica a sua personalidade. Cheia de nuances de sombras e luzes. É um estudo perfeito de luzes e sombras. E então nos aproximamos atraídos por esta personalidade, como borboletas que revolteiam pelo ar, atraídas pela cor rubra da rosa.
E descobrimos o idealismo!
Sim, porque o Donato é um idealista incorrigível! Embora nos jure que jamais fará algo por idealismo, saberemos logo após, estar maquinando alguma coisa por puro ideal. Os idealistas são sempre assim. Cheios de altos e baixos. Cheios daquela poesia que se encontra até na feiura linda de um sapo.
São os tais que olhando uma roseira, ficam extasiados vendo como os espinhos conseguem produzir rosas, ou que diante do cálice quase vazio, o contemplam como se cheio ainda estivesse…
O idealismo é raro. É justamente por isso que ficamos apreciando a grandeza de espírito, esse desprendimento de alma. Grandeza tão grande quanto rara.
E lá vem ele aproveitando as mínimas coisas, tão banais desta vida, para nos dizer coisas deliciosas que nunca jamais pensáramos, numa crônica feita em alguns minutos, sem retoques, escrita ao sabor do tempo disponível e da inspiração.
E assim ele vai desfiando misérias e riquezas humanas; de repente, ele mesmo se sobressalta com os problemas atuais do Brasil. E lá vêm outras crônicas mais humanas. E assim nas crônicas, na vida profissional, vai desfiando as contas das facetas de sua personalidade, como as contas do rosário que aquela velhinha de brancos cabelos, vai desfiando por entre os nodosos dedos.
Personalidade rica; personalidade humana; tão humana personalidade que tem verdadeiro pavor de ver espezinhados seus direitos adquiridos; diríamos, é orgulhoso e no entanto no fim de tudo, é fulano inteligente que compreende que idealismo não se coaduna com idiotice. Não é dessas inteligências de levantarem voo de águia e se alcandorar pelas alturas, mas voos rasteiros de colibri, que pousando aqui e ali, vai beijando as flores de todos os assuntos humanos, envolto nas asas do vento, batendo suas asas pelo emaranhado da vida, e aos poucos vislumbrando no fundo de cada  homem, algo de bom, algo de aproveitável, dirigindo um olhar de bondade mesmo para o culpado. Assim, é o Donato: idealista e humano; nunca porém desligado da realidade pois ele é muito vivo para cometer tal tolice.
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Mas as coisas são assim. Um parte… deixa sempre um vazio que procuramos preencher de qualquer maneira, principalmente quando um amigo nos abandona. E, Donato Ramos, resolveu também partir. - Felicidade, Donato… Volte, viu?
O Donato é um tipo de personalidade que parece indefinida e, no entanto, após um breve contato toma contornos, e define-se como se debrua claramente o monte aos beijos de sol primaveril.
De noite, nada aparecia naquele horizonte tão verde tão colorido… rodeado pela abóbada azul, timbrado de vermelho, com laivos de chocolate, com árvores a farfalhar, com vida que se renova e que aos poucos se vai distanciando, se distendendo diante de nossos olhos famélicos, insaciáveis na apreciação do belo. Assim é rica a sua personalidade. Cheia de nuances de sombras e luzes. É um estudo perfeito de luzes e sombras. E então nos aproximamos atraídos por esta personalidade, como borboletas que revolteiam pelo ar, atraídas pela cor rubra da rosa.
E descobrimos o idealismo!
Sim, porque o Donato é um idealista incorrigível! Embora nos jure que jamais fará algo por idealismo, saberemos logo após, estar maquinando alguma coisa por puro ideal. Os idealistas são sempre assim. Cheios de altos e baixos. Cheios daquela poesia que se encontra até na feiura linda de um sapo.
São os tais que olhando uma roseira, ficam extasiados vendo como os espinhos conseguem produzir rosas, ou que diante do cálice quase vazio, o contemplam como se cheio ainda estivesse…
O idealismo é raro. É justamente por isso que ficamos apreciando a grandeza de espírito, esse desprendimento de alma. Grandeza tão grande quanto rara.
E lá vem ele aproveitando as mínimas coisas, tão banais desta vida, para nos dizer coisas deliciosas que nunca jamais pensáramos, numa crônica feita em alguns minutos, sem retoques, escrita ao sabor do tempo disponível e da inspiração.
E assim ele vai desfiando misérias e riquezas humanas; de repente, ele mesmo se sobressalta com os problemas atuais do Brasil. E lá vêm outras crônicas mais humanas. E assim nas crônicas, na vida profissional, vai desfiando as contas das facetas de sua personalidade, como as contas do rosário que aquela velhinha de brancos cabelos, vai desfiando por entre os nodosos dedos.
Personalidade rica; personalidade humana; tão humana personalidade que tem verdadeiro pavor de ver espezinhados seus direitos adquiridos; diríamos, é orgulhoso e no entanto no fim de tudo, é fulano inteligente que compreende que idealismo não se coaduna com idiotice. Não é dessas inteligências de levantarem voo de águia e se alcandorar pelas alturas, mas voos rasteiros de colibri, que pousando aqui e ali, vai beijando as flores de todos os assuntos humanos, envolto nas asas do vento, batendo suas asas pelo emaranhado da vida, e aos poucos vislumbrando no fundo de cada  homem, algo de bom, algo de aproveitável, dirigindo um olhar de bondade mesmo para o culpado. Assim, é o Donato: idealista e humano; nunca porém desligado da realidade pois ele é muito vivo para cometer tal tolice.
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