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Mostrando postagens com o rótulo Valsugana

Tirolês: meu Tataravo Pietro Floriani não era Italiano!

Eu nunca escutei meu avô dizer que era italiano. E realmente, ele não era, nem meu tataravô Pietro Floriani havia sido italiano. Quando os Floriani, Rafaeli, Paternolli e Sandri emigraram para o Brasil em 1878, partiram da região conhecida como Sub-Tirol, pertencente a Áustria. A unificação italiana não havia incluído o Tirol meridional, os italianos desistiram de conquistar a região em 1866 depois que Giuseppe Garibaldi foi derrotado pelos sìzzeri na batalha de Bezzeca, e se tornou parte da Itália somente em 1918 após o final da Primeira Guerra Mundial . Por isto não se deve dizer que nossos antepassados eram italianos, nem que fizeram parte de uma imigração italiana, pois eram Tirolezes, Austríacos!  A cidade de Rovereto, de onde partiram  Floriani para o Sul do Brasil. Wälschtirol identifica o Tirol onde se fala italiano e ladino ( fonte ) Na parte ao norte do Tirol (Nordtirol) se falava principalmente alemão, e no Südtirol se falava oficialmente o itali...

Borgo Valssugana revive Luta de Classes

Palio dela Brenta é uma festa realizada na cidade de Borgo Valssugana , para reviver a disputa entre Farinoti e os Semoloti, mas não é uma briga de famílias ricas, como ocorre em eventos de origem medieval. O Pálio dela Brenta é o único evento que trata da luta entre os ricos e pobres. Os Farinoti eram ricos e viviam ao redor do castelo, por isso comiam boa farinha. Os Semoleti eram explorados na área agrícola e comiam o resíduo da produção e cereais mas baratos (a sêmola), daí o nome dos dois grupos sociais. Veja mais sobre esta festa na matéria do Jornal O Tretino (de Trese Tílias) ou melhor ainda, no site do evento https://www.paliodelabrenta.it/home, com a última edição realizada em agosto de 2017. Quadro de Paola Imposinato, 2015 ( fonte ) Tive o prazer de conhecer Borgo em 2012 ( Veja mais ), localizada no Valssugana , muito próxima da cidade de Villa Agnedo de onde partiram meus ancestrais Floriani. Quando se chega de trem na região, o desembarque é na e...

Por que a Família Floriani emigrou da Itália para o Brasil?

A miséria e a fome são comumente apontadas como motivo para a imigração italiana no século XIX. Mas porque havia miséria em uma região tão próspera? Antes de abordar as razões específicas de cada núcleo familiar, é importante levantar o contexto da imigração dos nossos antepassados. No caso dos imigrantes italianos Floriani que vieram da região Trentina e do Vêneto, presume-se que a fome e a miséria foram causadas pela crise agrícola causada por pragas e doenças que dizimaram a produção de seda, uva e batata.  Contudo, o que pouca gente fala é que a crise social foi causada principalmente pela disputa territorial entre a Itália e a Áustria que permaneceram em guerra, principalmente entre 1849 e 1866. Cerca de 1870 a Itália havia conquistado a Lombardia e o Vêneto sob comando de Giuzeppe Garibaldi, que também tentou tomar o Tirol. Anos antes, Giuseppe havia participado da Guerra dos Farrapos que tentou desmembrar a região sul do Brasil, na Itália lutou pela unificação do reino ita...

Prova de origem trentina

Muitas vezes é difícil comprovar a origem italiana e conseguir a dupla-cidadania. Mas a frustração com a demora do processo de reconhecimento não deve se converter em motivo para a desunião entre trentinos que vivem fora da Itália. Quando estive na Itália em 2012 tive a satisfação de ouvir uma história emocionante que prova isto. Mais tarde encontrei relatos, fotos, cartas e registros de um momento histórico significativo vivenciado há duas décadas no norte da Itália. Em 1993 um grupo de 40 pessoas chegou inesperadamente nas pequenas cidades de Villa Agnedo e Strigno. Traziam alguma bagagem e não estavam à passeio. Formou-se uma comissão de autoridades e moradores locais para descobrir quem eram aquelas pessoas e decidir o que fazer. Eram Bósnios que fugiam da guerra e procuravam abrigo. Haviam partido de Stivor, do norte da Bósnia, e diziam descender de imigrantes trentinos. Desejavam abrigo naquela terra próspera, da qual os antepassados lhes falavam com tanta nostalgia. ...

Floriani Red Flint Corn: o melhor milho norte americano pra fazer polenta!

Milho Floriani à venda no Menlo Park Farmers Market ( Fonte ) Descobri a melhor polenta do mundo, nos Estados Unidos, mas porque é feita com a variedade de milho "Floriani Red Flint Corn". O Milho Floriani tem orgiem italiana, de cor vermelha, grãos duros, sabor notável e valor nutricional superior.

Parampampoli, bebida típica da Valsugana.

Tivemos uma boa surpresa quando estávamos na casa de Gino e Franca Floriani . Depois do almoço Franca nos chamou para ver o que preparava no fogão. Era o Parampampoli , uma invenção local feita para aquecer o corpo e o espírito naquela terra fria de Villa Agnedo, Strigno e região da Valsugana. Ainda é muito pouco conhecida, mesmo sendo típica da terra dos nosso Floriani na Itália.  " E' una bevanda ottenuta dalla miscelazione di caffè, vino, distillato di vino, miele e zucchero, le cui origini si perdono nel tempo. Servita alla fiamma e bevuta in compagnia degli amici rende più gioiose le ore trascorse insieme."  Parampampuli servido em canecas da Crúculo.

Floriani em dose tripla!

Em nossa árvore genealógica temos 2522 pessoas, mas Carolina Pitz Floriani, que nasceu em 27 de novembro de 2008, representa um desafio para quem faz o estudo genealógico de nossa família. Carolina é Floriani por parte de pai: filha de Fábio Floriani, que descende de Rogério, de Mário Floriani, de Alfonso Floriani, de Pietro Floriani, de Giovanni Maria Floriani (que vieram de Villa Agnedo ). Carolina também é Floriani por parte da mãe Mirelli Pitz, que descende de João Pitz Primo, de Armando Pitz (e Rozalina Schumacker), de Carolina Floriani (e Firmino Pitz), de Luiggi Floriani (e Margarida Orler), de Giovanni Batista Floriani (e Teresa Paternolli), de Antonio Floriani (e Maddalena Sandri), que também vieram de Villa Agnedo.  Mas Carolina também é Floriani uma vez mais, pois sua avó Maria Jeruza Pitz também descende de Luiggi Floriani (e Margarida Orler). Veja na imagem abaixo que a Carolina, filha de Mirelli, descende de Maria Jeruza Pitz (e João Pitz Primo), de Sebasti...

Armando Floriani, anfitrião da familia em Villa Agnedo, Trento.

Quando estivemos em Villa Agnedo (Trento), em 2012 fomos recebidos por Armando Floriani, conhecido no Brasil como o principal anfitrião dos Floriani na Itália. Se você disser para alguém que deseja visitar a região trentina ou que deseja encontrar algum parente na Itália, facilmente Armando Floriani será o primeiro a ser lembrado. Não o conhecia antes de ir à Itália em 2012, apenas falei rapidamente por telefone uns dias antes da viagem. E não tive escapatória, todos que já passaram pela região disseram para falar com ele. Estavam certos. Isto se deve ao fato de ter recebido com atenção todos os Floriani que passaram por Villa Agnedo. Se alguém esteve lá e não encontrou Armando, pode ter sido por falta de o procurar. Foi muitíssimo generoso conosco e é muito difícil recompensá-lo. E pode ter certeza, não há pacote turístico que proporcione a mesma experiência. Ser recebido e acompanhado em um país estrangeiro por alguém que nos quer bem torna a viagem muitíssimo espec...

Visita de Paulo Floriani em Villa Agnedo em 2011

Nosso querido Paulo Floriani, de Jaraguá do Sul, realizou em 2011 uma viagem à Itália. Entre 15 de setembro e 04 de outubro esteve em mais de 10 cidades e passou momentos, pelo visto, inesquecíveis. Paulo havia insistido muito para que nós fizessemos uma viagem em conjunto, infelizmente não foi possível. Quando surgiu a possibilidade de contratar um pacote turístico nós também não pudemos acompanhar, e v iajamos somente em 2012 .  Mas enquanto nós organizamos um roteiro, Paulo poupou bastante tempo ao acompanhar um grupo turístico organizado por Ivanor Minatti, do Circolo Trentino em Curitiba e membro da Trentini del Mondo, um profundo conhecedor da Itália. Passaram em Roma, Chianchiano, Florença, Montegrotto Terme, Transacqua, Besenello, Insbruk, Salzburgo e Viena.  O relato de toda a viagem do Paulo Floriani está disponivel aqui .  E como não podia deixar de ser, Paulo convenceu o grupo a passar na terra natal de seus antepassados Floriani, em Villa...

Floriani mortos na Primeira Guerra Mundial

A Primeira Guerrra Mundial (1914-1919) fica ainda mais cruel e absurda quando se descobre o sofrimento dos Floriani na região de Villa Agnedo. Giuseppe Floriani, em pé, nesta recordação da Mobilização militar em 1914.  Quando estive na região da Valsugana passamos por muitos monumentos em memória dos soldados mortos durante a Primeira e Segunda Guerra Mundial.  Ao ver as fotos das cidades da

500 anos de história do sobrenome Floriani em Ivano Fracena, Trento.

Em Ivano Fracena há um importante ramo da Familia Floriani. De acordo com estudo Ivano Fracena: Notizie Storiche , de Ferrucio Romana (2002), o registro do nome Floriani inicia há quase 500 anos: Em 1531 o sobrenome Floriani aparece encontra no “Urbario” - Movimento capitale della Chiesa Espositurale e Capitello di Ivano. O registro paroquial de batizados inicia em 13 de março de 1587. Antes não eram registrados os batizados. De 1587 a 1599 foram batizados com o sobre nome Floriani (Furiani; Furiano) em Fracena 12 crianças; De 1600 a 1620 foram batizados com o sobrenome Floriani (Fioriani; Furiani; Furian; Fiorianni; Floriano): 29 nascidos em Fracena; Em 1783  se registra a posse de uma área de terra nova para plantio (recem desmatada), terreno zappativo ripido, di pertiche 167, em nome de Batta Floriani; Em 1876 dom Gio Batta Lenzi compilo em Ivano Fracena 106 familias. Floriani era composta por 2 famílias. Uma delas era de Battistini Floriani. Em 1909 existiam 87 ...

Destruição e Dor na Primeira Grande Guerra

Castello Tesino em agosto de 1915 (Arquivo de Ecomuseu Valsugana ) O dramático e doloroso conflito entre a Itália e o Império Austro-Húngaro no início do século XX marcou a história da fam í lia Floriani que permaneceu na Itália . A Primeira Guerra Mundial foi um conflito internacional sem precedentes, e afetou duramente os Floriani e familiares no fronte estabelecido na terra onde viviam.

Lilia Floriani - Prati ved. Staudacher

Edmundo Rodríguez Prati   fez uma bela homenagem à sua prima Lilia. Lilia Floriani é neta que tem custodia da memória do pintor Eugenio Prati , "incantatora e squisita donna chi avviamo conosciuto cuando dimorava sola al fiero Castel Ivano propietá dalla famiglia Staudacher".  De acordo com Edmundo Prati, na parede o quadro "Serate d'inverno nel Trentino", a menina é a mãe da própria Lilia, Raffaela Prati, ao centro entre as tias Isabella e Luigia na inauguração ao monumento a seu pai Eugenio. Para saber mais e entrar em contato com Edmundo, que vive no Uruguai, veja esta e demais fotos .

Imigrantes Floriani no Vapor Poitou em 1876

No dia 05 de agosto de 1876 o Vapor Poitou partiu do porto de Genova, em Nápolis, sob o comando do Capitão Ragoulz, com destino ao Rio da Prata. De acordo com o regsitro de passageiros disponível no Arquivo Nacional , os seguintes membros da familia Floriani estavão à bordo: Giuseppe Floriani, 48 anos, casado; Domenica Tiso, 40 anos; Giuseppe Floriani, 18 anos. Giovanni Battista Floriani, 12 anos; Maria Floriani, 5 anos.     Giuseppe Floriani e Domenica Tiso são imigrantes da pequena cidade de Villa Agnedo , localizada na Valsugana, região Trentina, no norte da Itália. E hoje formam importante ramo da família Floriani no Brasil. Saiba mais sobre o navio Vapor Poitou e sobre  Desembarques da Familia Floriani no Brasil

Vapor Poitou

Navio de 1.926 toneladas pertenceu também à companhia francesa SGTM Lines – Sociètè Generale du Transports Maritimes e tinha 99 metros de comprimento e 10,6 metros de largura.  

Borgo Valsugana

Salve, o Borgo! A quel fischio che al mondo Nuovi secoli annunzia solenne, Delle Dodici in fuono gioconda L'ardua Cima risponde fedel: E dall'alto con eco perenne Il gran carro sonante saluta Che a una terra nell'ombra perduta Lieto apporta un futuro piú bel E di vera immortal libertà Alza il grido, il fatidico urrà Estivemos em Borgo Valsugana em duas oportunidades. No dia 2 de abril quando passamos por alí para pegar um ônibus para Transacqua ( veja o relato aqui ), e no dia 5, quando Armando Floriani nos levou para conhecer a cidade, no último dia de visita antes de irmos para Trento.

A visita em Strigno terminou em pizza

Fomos convidados para um jantar com Armando e Lidia. Chovia fino em Strigno quando caminhamos até o restaurante que fica perto do Albergo Nazionale. Fazia pouco tempo que havia anoitecido e as ruas da cidade já estavam desertas. Então é de assustar quando aparece um carro naquelas ruas estreitas. Igual a outros restaurantes italianos a decoração chama atenção. Móveis antigos como se fossem bens da família, obras de arte, quadros pintados nas paredes, e até alguma estante com livros em algum canto, como se estivéssemos na sala de estar da tia Maria.  Encontramos na pizaria o mesmo grupo de trabalhadores sérvios que vimos na noite anterior, quando jantamos no restaurante do Albergo Nazionale . (Aliás, já contei da Risoto de Urtiga que eles servem? Fantástico!). O Ristorante Pizzeria Al Torchio Di Moranduzzo Andrea, fica em Strigno , na rua de trás da agência bancária do Cassa Rurale de Stringo, muito fácil de achar. Se juntaram à nós o Sr. Renso Sandri, vice Sindaco de Villa Ag...

Viagem de Veneza à Transacqua

Chegou ao fim nossa rápida passagem por Veneza. Conseguimo s uma promoção fantástica em um hotel na cidade de Transacqua e somente depois seguiríamos para Strigno e Villa Agnedo. Na manhã do dia 02 de abril de 2012, pegamos o trem na estação de Porta Veneza. O trem com dois andares não existe no Brasil, muito legal. Percorremos a planície litorânea e em Bassano Del Grapa trocamos de trem e seguimos pelo vale do rio Brenta. Tem gente que acha que não dá pra viajar com criança. Isabela tinha 4 anos, e foi só festa. Viajar de trem é fantástico. Seguro, tranquilo, no mínimo, para quem não está acostumado, uma atividade diferente. A nossa pequena curtiu muito. Da estação se viam as primeiras montanhas em nosso destino. No caminho tortuoso o trem fez força pra subir. Passamos por Primolando, onde há 102 anos atras a ferrovia foi ligada ao vale do Brenta (Valbrenta), unindo-se definitivamente o Reino da Itália e o Austríaco, e claro, aproximando para sempre Veneza e...